Rio Bom - Prefeito, Vereadores e Liderança Comunitária citam prejuízos na proposta que extingue municípios
Prefeito de Rio Bom, Ene Benedito Gonçalves (PSB), vereadores e Liderança Comunitária citaram possíveis prejuízos com a aprovação das propostas que tramitam no Congresso Nacional e que preveem a extinção de cidades com menos de 5 mi habitantes. O assunto foi tema de audiência pública realizada na Assembleia. O prefeito de Rio Bom, Ene Benedito Gonçalves (PSB), disse que a medida não tem fundamento lógico. “Nosso município é totalmente agrícola e estamos caminhando bem.
Ene, que recentemente esteve em Brasília para tratar do tema, argumenta que o que causa o prejuízo não é o fato dos municípios não atingirem os 10%, mas sim o governo federal não repassar aos municípios o que é deles de direito.
O Vice-Prefeito Frazinho (MDB), também acredita que a extinção irá prejudicar muito as cidades. “Nossa cidade se desenvolveu de forma extraordinária após sua emancipação e retroagir agora e voltar a pertencer a Marilândia do Sul seria ruim ao desenvolvimento local”, disse o Vice-prefeito da cidade de Rio Bom que tem 3.334 mil habitantes.
O presidente da Câmara de Vereadores da cidade de Rio Bom, vereador Amarildo Pinto de Andrade (PSB), prevê que a proposta não tem clima para prosperar em Brasília
Segundo o Secretário de Obras, Idair Batista (PDT), afirmou ser totalmente contrário a proposta porque é nos pequenos municípios que a população reside e é lá que a atividade pública é feita.
“Não acreditamos que essa propositura seja a solução dos problemas que o país enfrenta. A Assembleia está de parabéns por essa brilhante iniciativa de discutir a nível estadual esse tema e dar a oportunidade para nos manifestarmos.”
“Será que Marilândia do Sul que incorporaria Rio Bom teria condições de atender com saúde, segurança e demais serviços essa população?”, indagou.
“Sabemos que as cidades de pequeno porte possuem estrutura para manter suas comunidades”, disse ao ressaltar que o apoio e a luta dos deputados são fundamentais nessa luta.
Para os demais Vereadores de Rio Bom, a medida seria um retrocesso. “Nossa cidade perderia na saúde, na educação e na agricultura. Porque o município sede não teria condições financeiras de dar um tratamento bom à nossa comunidade”, disse ao citar o fato de a cidade possuir um PAM municipal e atender os demais munícipes.





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